Quando veio ao mundo, Jorge, foi abençoado com o mel dos grandes pecadores. Vivia em um castelo, e tinha tudo do bom e melhor. Como tradição ele herdaria o trono, e foi treinado para isso. Um pouco diferente dos grande princípes, que gostavam de uma lança, Jorge tinha habilidades desiguais o que destava-o nas rodinhas nas pequenas aldeias. Com 14 anos já era o capitão de sua tropa o que deixava-o com grande fama. Jorge era conhecido por todas as aldeias , e já tinha pegado quase todas as camponesas. Se encantou por Gumercinda. Se casaram e tiveram quatro filhos.Os anos se passaram, e Jorge foi mudando tornando-se um homem fraco, sem opniões, e Gumercinda agora tinha todo o poder do reinado. Ele sem saída tinha que se conformar em fazer baldiações nas choupanas de seu feudo, sendo motivo de gargalhadas e chacotas dos seres que se encontravam nesses ambientes. E foi justamente num desses botecos da época que ele elaborou seu plano. Ele tinha que matá-la, e não poderia falhar, nem deixar marcas que o encriminassem.
A noite se tornou dia, e Jorge estava em punho de seu cavalo, Melequias. Branco e forte, Melequias era quase invencível. Gumercinda naquele dia tinha saído para dar uma volta fora do castelo, alegando a Jorge que iria colher flores, pois era primavera. Jorge tinha seu plano em mente, mas não sabia o que estava por vir. Acompanhando de longe Gumercinda, ele viu algo que o deixou furioso. Gumercinda tinha em suas mãos outra lança, e não era dele muito menos de seu arsenal maquiavélico. Gumercinda estava o traindo. Com tamanho ódio, Jorge saiu em disparada gritando coisas sem sentido, era a dor da traição, porém agora ele apontava sua lança afiada que trazia consigo o gosto da morte em sua ponta. Gumercinda ao ver seu herói tornar-se vilão, tentou correr, mas o peso do casamento tinha tirado toda a beleza que Gumercinda uma vez cultivara. Gumercinda não era mais bela, e sim gorda. Tentou correr, mas seus tornozelos doeram. Tentou gritar e não encontrou vozes. Se conformou com o pesar do destino. Sentiu a lança de Jorge penentrar em seu corpo, e ver-se jogada naquele lindo gramado que um dia fora fruto de suas travessuras.
Jorge agora tinha tirado um enorme peso de suas costas, já não teria que dividir mais o cobertor ou brigar por coxinhas na hora do almoço. Ele estava livre, e a alegria voltou a reinar em seu castelo. Agora ele tentaria ser aquele de antigamente destemido e desejado pelas mulheres. Porém havia esquecido de uma coisa, o tempo. Sua lança já não servia mais.

2 Comments:
Rafael, cê fumou o que antes de escrever isso? Orégano?
Que isso Lívia...kkkk. Esse texto teve uma história, tudo começou com uma correntinha de São Jorge do meu colega. Depois numa rodinha bebendo pensei meio que em uma sacanagem com a imagem do São Jorge com o Dragão.Não prestou. Tah aí a obra de arte, mas agora com alguma modificações!!! Bjos
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