.:* BLOG DO RAFA*:.

Quase chegando a perfeição. Claro. Sem saber o caminho, mas vamos tentando, porque como já dizia o velho mudo : abre aspas "..." fecha aspas !!!

domingo, agosto 13, 2006

Quando veio ao mundo, Jorge, foi abençoado com o mel dos grandes pecadores. Vivia em um castelo, e tinha tudo do bom e melhor. Como tradição ele herdaria o trono, e foi treinado para isso. Um pouco diferente dos grande princípes, que gostavam de uma lança, Jorge tinha habilidades desiguais o que destava-o nas rodinhas nas pequenas aldeias. Com 14 anos já era o capitão de sua tropa o que deixava-o com grande fama. Jorge era conhecido por todas as aldeias , e já tinha pegado quase todas as camponesas. Se encantou por Gumercinda. Se casaram e tiveram quatro filhos.

Os anos se passaram, e Jorge foi mudando tornando-se um homem fraco, sem opniões, e Gumercinda agora tinha todo o poder do reinado. Ele sem saída tinha que se conformar em fazer baldiações nas choupanas de seu feudo, sendo motivo de gargalhadas e chacotas dos seres que se encontravam nesses ambientes. E foi justamente num desses botecos da época que ele elaborou seu plano. Ele tinha que matá-la, e não poderia falhar, nem deixar marcas que o encriminassem.

A noite se tornou dia, e Jorge estava em punho de seu cavalo, Melequias. Branco e forte, Melequias era quase invencível. Gumercinda naquele dia tinha saído para dar uma volta fora do castelo, alegando a Jorge que iria colher flores, pois era primavera. Jorge tinha seu plano em mente, mas não sabia o que estava por vir. Acompanhando de longe Gumercinda, ele viu algo que o deixou furioso. Gumercinda tinha em suas mãos outra lança, e não era dele muito menos de seu arsenal maquiavélico. Gumercinda estava o traindo. Com tamanho ódio, Jorge saiu em disparada gritando coisas sem sentido, era a dor da traição, porém agora ele apontava sua lança afiada que trazia consigo o gosto da morte em sua ponta. Gumercinda ao ver seu herói tornar-se vilão, tentou correr, mas o peso do casamento tinha tirado toda a beleza que Gumercinda uma vez cultivara. Gumercinda não era mais bela, e sim gorda. Tentou correr, mas seus tornozelos doeram. Tentou gritar e não encontrou vozes. Se conformou com o pesar do destino. Sentiu a lança de Jorge penentrar em seu corpo, e ver-se jogada naquele lindo gramado que um dia fora fruto de suas travessuras.

Jorge agora tinha tirado um enorme peso de suas costas, já não teria que dividir mais o cobertor ou brigar por coxinhas na hora do almoço. Ele estava livre, e a alegria voltou a reinar em seu castelo. Agora ele tentaria ser aquele de antigamente destemido e desejado pelas mulheres. Porém havia esquecido de uma coisa, o tempo. Sua lança já não servia mais.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Rafael, cê fumou o que antes de escrever isso? Orégano?

2:57 PM  
Blogger Rafa*.. said...

Que isso Lívia...kkkk. Esse texto teve uma história, tudo começou com uma correntinha de São Jorge do meu colega. Depois numa rodinha bebendo pensei meio que em uma sacanagem com a imagem do São Jorge com o Dragão.Não prestou. Tah aí a obra de arte, mas agora com alguma modificações!!! Bjos

1:02 AM  

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