
Olhou a sua volta e não viu ninguém. Esperou e esperou, mas não obteve resposta alguma. Seu celular continuava imóvel, sem vida, assim como seu rosto que demonstrava todo o seu pesar. Tinha certeza do lugar e do horário combinado. As flores começaram a murchar. O sol se pôs e começou a escurecer.
Cáceres era muito estranho, começando pelo nome dado por seu pai em homenagem a seu avô guerrilheiro. Tinha sangue de um soldado destemido, valente quase imortal, mas naquelas veias só corriam medo e insegurança. Era introvertido e sem graça. Tinha vergonha de si mesmo. Acho que por isso não conquistou Jacinara quando teve oportunidade. Agora talvez fosse tarde.
A hora corria depressa, já estava escuro, e o pipoqueiro já recolhia sua barraca naquela praça. Já não se via quase mais nada. As lâmpadas eram fracas, e iluminavam um raio muito curto deixando o ambiente um tanto quanto perigoso. Avistou de longe um vulto sem saber bem certo quem ou o que era.
Num certo momento as flores cairam se despedaçando naquele duro cimento do asfalto. Sentiu algo frio perfurar sua barriga após um grito assustado e desesperado por dinheiro. Aquele mesmo vulto agora tinha cor e vida. Cáceres não. Não era seu dia de sorte. Acho que nunca tivera. Jacinara estava a caminho após ter perdido o ônibus das 7:30.

3 Comments:
aHUHahaU
Meuuuuuuuuuu Deussssssss e ainda axa q nao vo lhe inscrever no concurso literario ?!?!?!
Sonha ne , vo copiar e enviar seus textos pra la
aHUAhuaHUAhuaHU
\o/\o/
Me aguarde
enfimmm minino bjossssssss c escreve mto bem =******
uahauahuahaua ! só tu!!
gostei desse texto...
passei pra marcar minha presença novamente aqui!
porra de onde veio essa ideia kra? huahuuha... Coitado de Cáceres...
A Laura tem q escrever vc no concurso literario...uahua
ta mandando bem!
valeu mano
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